Veto do PT a Júnior Mano provoca revolta de prefeitos e lideranças

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A articulação para as vagas de senador na chapa governista do Ceará tem intensificado insatisfações e ameaça rachar as bases municipais. O estopim da crise é a forte resistência de setores do Partido dos Trabalhadores (PT) à pré-candidatura do deputado federal Júnior Mano (PSB) ao Senado, nome que conta com o aval e o compromisso público do senador Cid Gomes (PSB).

O veto petista, que antes nos bastidores vinha sendo capitaneado por movimentos atribuídos à ala do senador Camilo Santana, ganhou um novo e contundente crítico com o posicionamento do secretário de Assuntos Federativos da Presidência, Ilário Marques.

A reiterada rejeição do PT ao nome de Júnior Mano acendeu o sinal de alerta e gerou uma onda de indignação entre prefeitos e lideranças que dão sustentação ao deputado e que já se manifestaram publicamente em apoio à postulação.

O peso de Júnior Mano

A insatisfação do grupo de Júnior Mano baseia-se na força política que o parlamentar detém no interior do Estado. Atualmente, segundo declarações do próprio Cid Gomes, ele é um dos deputados federais com o maior número de prefeitos e prefeitas aliados no Ceará.

Essa musculatura eleitoral foi o principal trunfo que o levou a garantir publicamente que, caso o PSB garanta espaço na chapa majoritária governista, Júnior Mano será o indicado do partido para o Senado.E Cid tem repetido que é “homem de palavra”.

Para o bloco de prefeitos, o veto do PT é visto como uma “afronta” e uma tentativa de centralizar o poder, ignorando a capilaridade política e os acordos firmados por Cid. “Não dá para o PT querer mandar em tudo e vetar nomes legítimos que têm o apoio da maioria dos municípios.

O deputado Júnior Mano tem serviço prestado e o respaldo do senador Cid. Esse veto desrespeita quem está na ponta trabalhando pelo projeto”, desabafou, em reserva, um prefeito aliado do deputado.

Risco de racha

Lideranças ligadas a Júnior Mano argumentam que setores do PT adotam uma postura intransigente ao tentar inviabilizar o nome do deputado sem apresentar uma alternativa.

A pressão exercida primeiro por Camilo Santana e, agora, de forma explícita por Ilário Marques, é interpretada como uma tentativa de isolar o PSB e forçar uma chapa inteiramente controlada pelos desejos petistas.

Fonte: O Otimista

Primeira Coluna

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