
Ciro Gomes lideras as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Ceará em 2026. (Foto: Reprodução/Instagram Ciro Gomes)
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) confirmou, na noite da quarta-feira (15), que poderá manter o anúncio de sua candidatura ao Governo do Ceará para a primeira semana de maio, data que vem sendo ventilada por deputados estaduais da sigla. Ele esteve na sede do União Brasil, em Fortaleza, onde acompanhou a oficialização de Roberto Cláudio no comando do partido na Capital.
“Meu plano era fazer do dia 1º ao dia 5 de maio. Se o PSDB terminar entendendo as minhas razões, permanece a data”, explicou Ciro, ao comentar o convite da legenda para disputar novamente a Presidência da República, reforçando, no entanto, o compromisso com a construção de sua candidatura no Ceará.
Convite
Na terça-feira (14), o ex-ministro foi convidado a entrar na disputa presidencial pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, após reunião em Brasília com parlamentares e pré-candidatos a governos estaduais. “Não encontro hoje no quadro político nacional alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira e com tantas contribuições a dar ao Brasil”, afirmou Aécio.
Ciro, por sua vez, afirmou que não pretende se afastar da atuação política no Ceará. “Eu não posso simplesmente desertar da luta que venho construindo junto com muita gente no Ceará. Então eu permaneço na batalha. Vou voltar para o meu Estado, conversar com meus amigos e considerar essa dinâmica de ouvir o povo cearense. Isso será o meu desafio futuro”, disse.
Oposição
O ex-ministro também mencionou que o diretório nacional observa o cenário de rejeição do presidente Lula (PT), de 46%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), de 42%, como parte das discussões internas sobre o cenário eleitoral. “Eu sei por que foi feito esse convite. Não é porque tem um passeio me esperando. Preciso considerar isso com respeito. Não é razoável simplesmente dizer ‘não aceito’. Não é coerente”, afirmou.
Para ele, o convite reflete o desgaste da polarização política no país, além de outros indicadores sociais, como o alto índice de endividamento das famílias brasileiras, que, segundo disse, atinge 82 em cada 100 pessoas.
“Entretanto, para construir no Ceará, preciso deixar esse assunto de lado. Eu já não lutei? Já não dei minha contribuição? Tirei 3%, fiquei em terceiro lugar em Sobral. Não posso esconder isso. Só estou de volta aqui porque tenho amigos muito sólidos e porque o meu amor por esse lugar, por essas pessoas, é muito maior do que qualquer coisa”, concluiu.
Primeira Coluna