
Imagem: Bruno Kelly | Reuters
Enquanto o planejamento urbano não chega para todos, o Brasil encontrou seu próprio caminho. Nos últimos 40 anos, a área ocupada por favelas no país quase triplicou, saltando de 53,7 mil hectares para impressionantes 146 mil hectares.
Para colocar em perspectiva, as favelas cresceram 2,75 vezes desde 1985, superando a expansão das cidades “formais”, que ficaram nos 2,5x.
- Manaus foi a capital que mais viu suas comunidades avançarem em área;
- O Distrito Federal tem as duas maiores comunidades do país em área.
O problema vai além da estética ou do habitacional. O estudo mostra que 82% da expansão fica concentrada em regiões metropolitanas, áreas que já sofrem para equilibrar infraestrutura e densidade.
Na prática, isso faz com que milhões de pessoas migrem para as margens — locais onde o asfalto, o saneamento e a segurança têm mais dificuldade para chegar.
O dado mais relevante, porém, é o da sede. Cerca de 25% das áreas naturais que foram urbanizadas nas últimas quatro décadas estão em locais onde a disponibilidade de água é crítica.
Ao todo, 1.325 municípios cresceram “para onde não tem água”. O Rio de Janeiro é o campeão desse risco, com 7,6 mil hectares urbanizados em zonas de segurança hídrica mínima.
Panorama: São mais de 16 milhões de pessoas vivendo em favelas no país, o que representa 8,1% da população brasileira.
Primeira Coluna