O primeiro automóvel
chegou em Fortaleza em 28 de março de 1909, vindo dos Estados Unidos pelo vapor
inglês “Cearense”. Era um automóvel da marca “Rambler” usado, comprado pela
Empresa Auto Transporte, de propriedade do Dr. Meton de Alencar e de Julio
Pinto. Após o desembarque na alfândega, como ninguém soubesse dirigir, o
veículo foi puxado por um jumento no trajeto entre o prédio da alfândega até o
edifício do Cinema Júlio Pinto, localizado na Rua Major Facundo n° 64,
acompanhado por uma verdadeira multidão de curiosos, que se formou ao redor do
veiculo e do jumento. Certa vez perdeu-se a tampa do radiador na estrada de
Messejana, e o proprietário anunciou no jornal que gratificaria a quem a
encontrasse e devolvesse. Movimentou-se então uma multidão de populares em
busca da peça, mas como ninguém sabia o que seria uma tampa de radiador, foram
levados ao proprietário, todos os tipos de objetos de ferro que puderam ser
encontrados naquela estrada, inclusive, até camburões de ferro. Depois de um
tempo, de tanto rodar, os pneus ficaram gastos e precisaram ser substituídos,
mas onde encontrá-los? Improvisaram então umas rodas de madeira com aros de
ferro, que faziam uma barulheira infernal nas pedras de calçamento. Em certa
ocasião ao trafegar na Avenida do Imperador, ao desviar-se de um pedestre, o
carro foi de encontro a um muro, derrubando-o. Esse foi o primeiro acidente de
trânsito da história da cidade.
chegou em Fortaleza em 28 de março de 1909, vindo dos Estados Unidos pelo vapor
inglês “Cearense”. Era um automóvel da marca “Rambler” usado, comprado pela
Empresa Auto Transporte, de propriedade do Dr. Meton de Alencar e de Julio
Pinto. Após o desembarque na alfândega, como ninguém soubesse dirigir, o
veículo foi puxado por um jumento no trajeto entre o prédio da alfândega até o
edifício do Cinema Júlio Pinto, localizado na Rua Major Facundo n° 64,
acompanhado por uma verdadeira multidão de curiosos, que se formou ao redor do
veiculo e do jumento. Certa vez perdeu-se a tampa do radiador na estrada de
Messejana, e o proprietário anunciou no jornal que gratificaria a quem a
encontrasse e devolvesse. Movimentou-se então uma multidão de populares em
busca da peça, mas como ninguém sabia o que seria uma tampa de radiador, foram
levados ao proprietário, todos os tipos de objetos de ferro que puderam ser
encontrados naquela estrada, inclusive, até camburões de ferro. Depois de um
tempo, de tanto rodar, os pneus ficaram gastos e precisaram ser substituídos,
mas onde encontrá-los? Improvisaram então umas rodas de madeira com aros de
ferro, que faziam uma barulheira infernal nas pedras de calçamento. Em certa
ocasião ao trafegar na Avenida do Imperador, ao desviar-se de um pedestre, o
carro foi de encontro a um muro, derrubando-o. Esse foi o primeiro acidente de
trânsito da história da cidade.
Extraído do livro “Coisas
que o Tempo Levou” de Raimundo de Menezes.
que o Tempo Levou” de Raimundo de Menezes.
Pessoas que já visitaram essa página: 42
