O nome do líder abolicionista
Francisco José do Nascimento (1839-1914), conhecido por Dragão do Mar, entrou
para o Livro dos Heróis da Pátria, que está depositado no Panteão da Pátria e
da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. A homenagem havia sido aprovada em
maio deste ano e foi sancionada por meio de decreto no Diário Oficial da União
(DOU) de ontem. Dragão do Mar é o segundo cearense a ser agraciado pela
comenda, após o brigadeiro Antônio de Sampaio (1810 – 1866), patrono da Arma de
Infantaria do Exército Brasileiro (EB).
Francisco José do Nascimento (1839-1914), conhecido por Dragão do Mar, entrou
para o Livro dos Heróis da Pátria, que está depositado no Panteão da Pátria e
da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. A homenagem havia sido aprovada em
maio deste ano e foi sancionada por meio de decreto no Diário Oficial da União
(DOU) de ontem. Dragão do Mar é o segundo cearense a ser agraciado pela
comenda, após o brigadeiro Antônio de Sampaio (1810 – 1866), patrono da Arma de
Infantaria do Exército Brasileiro (EB).
A homenagem ao cearense está prevista
no Projeto de Lei 4626/16, do Senado Federal, e recebeu parecer pela aprovação
do relator na CCJ, deputado Danilo Forte (PSB-CE), maio de 2017. O projeto é de
autoria do senador José Pimentel.
no Projeto de Lei 4626/16, do Senado Federal, e recebeu parecer pela aprovação
do relator na CCJ, deputado Danilo Forte (PSB-CE), maio de 2017. O projeto é de
autoria do senador José Pimentel.
O senador destaca a coragem do
abolicionista cearense em um período difícil. “A inclusão do Dragão do Mar
no Livro dos Heróis da Pátria é uma questão de justiça. Francisco José do
Nascimento teve a coragem de impedir o tráfico negreiro em nossas terras, por meio
de uma ação apoiada pelos intelectuais e a população. Esse processo permitiu
que o Estado do Ceará fosse o primeiro da federação a libertar o negro escravo,
em 1884, quatro anos antes da abolição da escravatura no Brasil. Precisamos
valorizar os heróis da luta popular”, pontua.
abolicionista cearense em um período difícil. “A inclusão do Dragão do Mar
no Livro dos Heróis da Pátria é uma questão de justiça. Francisco José do
Nascimento teve a coragem de impedir o tráfico negreiro em nossas terras, por meio
de uma ação apoiada pelos intelectuais e a população. Esse processo permitiu
que o Estado do Ceará fosse o primeiro da federação a libertar o negro escravo,
em 1884, quatro anos antes da abolição da escravatura no Brasil. Precisamos
valorizar os heróis da luta popular”, pontua.
Já o deputado federal afirma que a
homenagem quebra preconceitos e paradigmas, além de dogmas construídos ao longo
dos anos. “Quando se trata de alguém de uma origem humilde, com bravura e
coragem de enfrentar os escravocratas, é algo incrível. Somos um País que tem
memória curta, e isso deve mudar”, explica o parlamentar.
homenagem quebra preconceitos e paradigmas, além de dogmas construídos ao longo
dos anos. “Quando se trata de alguém de uma origem humilde, com bravura e
coragem de enfrentar os escravocratas, é algo incrível. Somos um País que tem
memória curta, e isso deve mudar”, explica o parlamentar.
“A homenagem é mais que justa.
Dragão do Mar é um dos nomes mais importantes da história do Ceará, onde
liderou processo de abolição da escravatura no Brasil. Ele pregava a liberdade
e conseguiu como poucos exercer esse direito. É a celebração da memória de luta
pela libertação”, ressalta o secretário de Cultura do Estado do Ceará,
Fabiano dos Santos.
Dragão do Mar é um dos nomes mais importantes da história do Ceará, onde
liderou processo de abolição da escravatura no Brasil. Ele pregava a liberdade
e conseguiu como poucos exercer esse direito. É a celebração da memória de luta
pela libertação”, ressalta o secretário de Cultura do Estado do Ceará,
Fabiano dos Santos.
Destaque
De acordo com a historiadora Patrícia
Xavier, o abolicionista Dragão do Mar conseguiu um papel de destaque no
processo de abolição no Ceará pelo seu bom relacionamento com as camadas mais
altas da sociedade. “Apesar de ser negro, ele tinha uma penetração com
grandes escritores e nomes importantes que apoiaram o processo de
abolição”, destaca.
Xavier, o abolicionista Dragão do Mar conseguiu um papel de destaque no
processo de abolição no Ceará pelo seu bom relacionamento com as camadas mais
altas da sociedade. “Apesar de ser negro, ele tinha uma penetração com
grandes escritores e nomes importantes que apoiaram o processo de
abolição”, destaca.
Dragão do Mar é considerado o maior
herói a favor da libertação dos escravos no Ceará. Nascido em Canoa Quebrada,
José do Nascimento foi pescador e marinheiro, e liderou os jangadeiros de
Fortaleza para que estes não transportassem os cativos até os navios que faziam
o tráfico negreiro para as províncias do Sul. O levante acarretou no
trancamento do porto cearense por duas vezes em 1881. A recusa do transporte
dos escravos levou à decretação da Abolição da Escravatura na então Província
do Ceará em 1884, quatro anos antes do restante do Brasil.
herói a favor da libertação dos escravos no Ceará. Nascido em Canoa Quebrada,
José do Nascimento foi pescador e marinheiro, e liderou os jangadeiros de
Fortaleza para que estes não transportassem os cativos até os navios que faziam
o tráfico negreiro para as províncias do Sul. O levante acarretou no
trancamento do porto cearense por duas vezes em 1881. A recusa do transporte
dos escravos levou à decretação da Abolição da Escravatura na então Província
do Ceará em 1884, quatro anos antes do restante do Brasil.
O Livro dos Heróis da Pátria
homenageia pessoas que serviram ao País. Tiradentes foi o primeiro nome
inscrito no documento. Zumbi dos Palmares e Dom Pedro I também participam da
lista. Entre as poucas mulheres que integram o documento está Anita Garibaldi
(1821-1849). Foi incluído o nome da estilista Zuzu Angel (1921-1976) por sua
atuação contra o Regime Militar.
Fonte: Diário do Nordeste
homenageia pessoas que serviram ao País. Tiradentes foi o primeiro nome
inscrito no documento. Zumbi dos Palmares e Dom Pedro I também participam da
lista. Entre as poucas mulheres que integram o documento está Anita Garibaldi
(1821-1849). Foi incluído o nome da estilista Zuzu Angel (1921-1976) por sua
atuação contra o Regime Militar.
Fonte: Diário do Nordeste
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