Marco Antonio Villa se debruçou sobre
a história dos nordestinos em São Paulo para seu novo livro, “Quando eu Vim-me
Embora”, que pretende não só resgatar a herança desse momento histórico como
destacar a sua importância. No Jovem Pan Morning Show desta segunda-feira (19), ele falou
sobre as motivações que o levaram a escrever o livro.
a história dos nordestinos em São Paulo para seu novo livro, “Quando eu Vim-me
Embora”, que pretende não só resgatar a herança desse momento histórico como
destacar a sua importância. No Jovem Pan Morning Show desta segunda-feira (19), ele falou
sobre as motivações que o levaram a escrever o livro.
“Essa questão da chegada dos migrantes à São Paulo sempre foi
uma preocupação minha desde os anos 90”, explicou. “A migração está na frente
de novelas, todos falam de migrações, mas a nordestina é ignorada”, destacou.
uma preocupação minha desde os anos 90”, explicou. “A migração está na frente
de novelas, todos falam de migrações, mas a nordestina é ignorada”, destacou.
No livro, Villa centrou sua pesquisa principalmente no período
que vai da 2ª Guerra Mundial ao final da década de 60 que, segundo ele, “foi o
maior deslocamento populacional do mundo ocidental sem a presença do Estado”.
que vai da 2ª Guerra Mundial ao final da década de 60 que, segundo ele, “foi o
maior deslocamento populacional do mundo ocidental sem a presença do Estado”.
Villa explicou que “o processo de expulsão do Nordeste vinha da
elite nordestina que queria expulsar o excesso de trabalhadores”. Ao mesmo
tempo, “as pessoas saíam [do Nordeste] porque queriam se libertar. A
preservação do coronelismo e as secas causaram isso”, disse.
elite nordestina que queria expulsar o excesso de trabalhadores”. Ao mesmo
tempo, “as pessoas saíam [do Nordeste] porque queriam se libertar. A
preservação do coronelismo e as secas causaram isso”, disse.
“É uma coisa bonita. Uma decisão do indivíduo de ser cidadão.
Quando chegavam em São Paulo eram obrigados a ter carteira de trabalho e título
de eleitor e assim se tornavam cidadãos”, ilustrou.
Quando chegavam em São Paulo eram obrigados a ter carteira de trabalho e título
de eleitor e assim se tornavam cidadãos”, ilustrou.
A chegada à São Paulo, no entanto, não era fácil e os
nordestinos chegavam já envoltos em preconceito. “Os italianos, japoneses
e espanhóis sofreram preconceito [após a migração], mas rapidamente foram
incorporados pela sociedade. No caso dos nordestinos, o preconceito se sentiu
durante décadas”, falou.
nordestinos chegavam já envoltos em preconceito. “Os italianos, japoneses
e espanhóis sofreram preconceito [após a migração], mas rapidamente foram
incorporados pela sociedade. No caso dos nordestinos, o preconceito se sentiu
durante décadas”, falou.
Assim, a forma para se encaixar na nova realidade era se
desfazer de sua história. “O meio de ser aceito era apagar seu passado.
Enquanto italianos resgatam o passado o nordestino nega e apaga”, falou.
desfazer de sua história. “O meio de ser aceito era apagar seu passado.
Enquanto italianos resgatam o passado o nordestino nega e apaga”, falou.
Ao mesmo tempo em que a carência por cultura nordestina se fez
grande, a presença cultural nordestina foi apagada de São Paulo. Para Villa,
esse é o grande ponto pelo qual lembrar da herança dessas migrações é
fundamental.
grande, a presença cultural nordestina foi apagada de São Paulo. Para Villa,
esse é o grande ponto pelo qual lembrar da herança dessas migrações é
fundamental.
“Se lembra de tudo em São Paulo, mas ninguém fala da herança
nordestina, por isso insisto nisso”, destacou.
Fonte: Jovem Pan
nordestina, por isso insisto nisso”, destacou.
Fonte: Jovem Pan
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