Supliquei a Santo
Antônio,Rezei e pedi, por favor!
Ó meu santo casamenteiro
Não quero perder o pudor!
Mas a demora é tamanha,
E tenho uma sede medonha,
Arranje-me logo um amor!
Antônio,Rezei e pedi, por favor!
Ó meu santo casamenteiro
Não quero perder o pudor!
Mas a demora é tamanha,
E tenho uma sede medonha,
Arranje-me logo um amor!
*
Mas o tal casamenteiro,
É um santinho do pau oco.
Eu peço o tempo inteiro
E ele se finge de mouco.
Se não passar essa agonia
Enfio o Santo na água fria
Pra ele ver o que é sufoco.
*
Cansei de fazer simpatia,
Cansei de velas e oração.
O santo só sai do castigo
Quando eu sair da solidão.
Por isso santinho querido
Arranje-me logo um marido,
Que aí eu lhe deixo de mão.
Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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