Ipueiras amanheceu hoje de luto, morreu na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, Zeca Frozino. Deixa um legado para os mais novos, querido pelos amigos e amado pela família, deixa filho(a)s, mulher e muita saudade.
Por mais de ciquenta anos promoveu o “Forró do Zeca Frozino”, conhecido em toda região, o tradicional forró sempre era realizado nas noites de “lua cheia” no mês de Julho.
Segue abaixo uma homenagem da poetisa Dalinha Catunda a Zeca Frozino
Nasci no Curupati,
No arroz eu me criei.
Um ranchinho na Floresta,
Pra morar eu levantei.
E meu primeiro forró
Foi nele que realizei.
Era lua e lamparina,
Minha iluminação.
Os recurço era pouco,
Mas sobrava animação.
Foi assim que virei lenda,
Cultura e tradição.
Um sanfoneiro dos bons,
Sempre comanda a folia.
No meu forró de matuto,
O que não falta é alegria.
Começa na boca da noite,
Termina ao raiar do Dia.
É hoje no Corte Branco,
Minha quadra, meu terreirão.
Onde reúno os amigos
Com grande satisfação,
Pra prestigiar esse velho,
que prestigia o sertão.
Meu nome é “Zeca frosino”,
Você já sabe de cor.
Também sabe que não vivo,
Sem folia sem forró.
Cachaça, forró e família
Não vejo nada melhor.
