Este era o meu manjar preferido no café da manhã, na velha casa da Rua da Goela, lá pelos idos de 1955.
Eu me deliciava mesmo. Com a tapioca ainda quentinha eu abria a mesma e cortava fatias fininha do queijo de coaho e colocava na tapioca e depois enrolava a tapioca feito um canudo e comia com o café, uma xícara média pela metade com açúcar, ou seja era um melaço de café.
Chegando em Recife, no dia 4 de janeiro de 1965, aquji não encontrei nem po queijo de colho igual ao nosso, o daqui era um queijo cru e gosto era horrivel, depois fui me adaptando e a tapioca o recheio era de côco, esta mistura me provocava uma tremenda enxaqueca – Côco+Tapicoca – Era comer e botar pra morrer.
Até que um dia, também no dia 4 de janeiro de 1975 – eu conheci CHICA – FRANCISCA VILARIM – E nós iamos no final da tarde todos os dias, namorar lá no Alto da Sé em Olinda.
Para mim era um martirio: Comia a tapioca e botava pra morrer de enxaqueca.
E por isso eu só tinha duas opções: Comer a tapioca sem côco, ou comer côco e na mesma hora tomar sonrisal. Só assim eu não tinha enxaqueca.
Até que um dia consegui um queijo de coalho aceitável e levamos para o Alto da Sé, queijo de coalho e manteiga.
A Tapioqueira achou tudo muito estranho: “Quem já viu disso comer tapiocas com queijo…”
Eu e Chica nos esbaldamos comendo tapioca com manteiga e queijo coalho.
A Tapioqueira também aprovou a nova mistura e oferecemos também para algumas pessoas que estavam comprando tapioca e todos aprovaram.
Deixamos o restante do queijo e a manteiga com tapioqueira e mais três semanas depois já era oferecido a nova opção de tapioca com queijoo a clientela.
E foi assim que os pernambucanos começaram a comer e apreciar a tapioca do Ceará.
Chico Cordeiro
