Cajueiros de minha terra – Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Foto:Dalinha Catunda

Cajueiros de minha terra.
Cajueiros do meu sertão.
Logo que chega outubro,
Carrega que cai no chão.
Alegrando a passarada,
Que na copa faz zoada,
Vendo farta alimentação.
.
Com Cajus de minha terra,
Faço suco, doce e gostosuras.
E ainda como com feijão,
Nesses tempos de fartura.
A castanha fica guardada,
Pra depois comer assada
Como manda nossa cultura.
.
Bonitos e bem saborosos,
Cajus vermelhos e amarelos,
Coloridos e apetitosos,
Naturalmente tão belos,
Como que me lambuzo,
Confesso que até abuso
Sem temer nódoa me melo.
.
Acompanhando uma cachaça,
Amigo não me leve a mal…
Um cajuzinho bem fatiado,
É um tira-gosto sem igual.
Conheço desde menina,
Essa moda nordestina,
Que no sertão é habitual.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

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