Em discussão, as múltiplas inteligências: a verbal, a matemática, a espacial, as psicomotoras em suas angulações intra e interpessoais, a surgir nos mais hodiernos aspectos da transcendência…
Um todo, numa caminhada da vida e do mundo, por via de esperados ensaios e erros.
Um deles, curioso e grotesco, marcou-me nessa citada reunião em Brasília: sentado a meu lado, um colega professor universitário dava-se conta de possuir toda a cadeia de inteligências destacada…
Absorto, meu olhar, no entanto, recaia sobre a feição mais construtiva: a de uma educação com ângulos dialéticos num jogo de busca a integrar-se num todo mais amplo, num universo articulado e social.
Nisso, me chaga em visita Marcília Chagas Barreto, a me falar de convite por ela aceito, na atual administração da Uece: o de, sob a coordenação do professor Jackson Sampaio, coordenar a pesquisa e a pós-graduação na área da educação, nestas perspectivas por mim sonhadas.
Olhos no horizonte e no chão, a civitas e o mundo, o agora e o amanhã num jogo dialético: o sonho antigo da velha Roma a recompor a urbis et orbis, a tensão universal/regional, na seguinte pauta: a) estender esse caminho possível à Uece; b) dar feição formal além de real a presença das instituições de educação superior como “indústrias sem chaminés” (ou indústria cultural) em amplo programa em todo estado e rede municipal do Ceará, desde Jorge Parente que ali as empossou até os sonhos daqueles que a buscam construí-la.
É a nossa esperança!
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).