Convidada a falar sobre o amor, achei que era um tema facílimo.
Quebrei a cara!
Imagine o leitor que chego em casa, encontro minha neta de quinze anos e simplesmente faço-lhe a seguinte indagação:
_ Querida, o que é o amor?
_ A resposta vem sem demora!
_ É alguma coisa…
_ Alguma coisa como?
_ Ah! A senhora ta perguntando demais!…
A garota saiu pela tangente. Vou mais além, pois não atino com nenhuma resposta que eu gostaria de dar.
Saio e encontro uma pessoa desconhecida. Obstinadamente lhe digo:
_ Oi, você que passa, poderia me dizer o que é o amor?
_ Amor?… Ah! Sei não! Acho que a gente sente…
_ E como é este sentir?
_ Indago novamente.
_ Não sei explicar… Pô! Esta história de traduzir sentimentos não é comigo. Nem pensar…
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