Ali perto, experiências ensaiadas de agricultura familiar. Até, nascente indústria de polpa de frutas. Olhar, aí, para a frente, a flecha do arco da paz a quebrar-se. Como o Cristo da Caatinga, que, embora arranhado por incômodas torres a seu redor, mira, em reta, a Bica do Ipu, sob a pauta dos sonhos de Nagib, prosaico mourão a sonhar com a “grande metrópole entre as duas cidades”. No imaginário das pessoas, pingas, fartos em toda a região, a se somarem a estações ferroviárias, igrejas e a Casa da Otacilândia, com suas 120 portas, a de senhar o progresso. Tudo isso, num tempo em que o patrimônio histórico e cultural pode tomar, como o fez, o próprio samba como um dos monumentos de nossa cultura. Escola é preciso. Mas, aí, a lição que confessou ter aprendido Ariosto Holanda, de D. Aureliano Mattos: “sem arte e sem ofício, não somos filhos de Deus ou cidadãos”. Centecs e CVTs se impõem.
Observo o grau de saber de populares a ler “ícones” a lhes pautar o amanhã. E, em Fortaleza , tento levar tais traduções do sentimento coletivo ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que se dispõe ao estudo de tais sentimentos, onde o cultural traduz sentimento do povo e aponta soluções concretas para seu de senvolvimento. E a mim, aco de a sensibilida de para o concreto que invadiu ao industrial Edson Queiroz quando lançamos a Rádio Universitária e divulgávamos as “águas”: “Vocês me chamaram a atenção para algo mais importante. Não queimam e todos precisam”. Nasceu-nos indústria da água mineral!
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).