Meu Pai – Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Pai,

O tempo está voando,
Noventa são os seus anos,
Mas sua alegria é 10.
Essa sua energia,
Certamente é a magia,
A movimentar os seus pés.

Agradeço ao criador
Essa dádiva divina.
Tenho um pai especial,
E por ele muita estima,
Ainda peço-lhe a benção,
Como fazia em menina.

Aquelas surras que um dia,
Por merecer eu levei,
Não “se avexe”,
pai querido,
esse caso eu abafei,
mas p’ra falar a verdade?
Naquele tempo doeu.

Hoje eu vivo distante,
e tenho muitas saudades,
mas sempre que posso volto,
a nossa velha cidade,
para abraçar o meu pai,
que é minha felicidade.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

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