Entre 1957 a 1958 exerceu o cargo de prefeito de Ipueiras, sem afastar-se do de vigário da cidade o Padre Francisco Correia Lima.
Dentre as muitas realizações de seu breve mandato, além de obras emergenciais para a cidade como calçamentos de ruas, caixas dágua, chafarizes e outros que muito amenizaram o período de seca que foi o ano de 1958, inaugurou também, ao lado do Arco de Fátima, o primeiro parque infantil permanente para a cidade.
Nas suas memórias escreveu o falecido edil : “No intuito de proporcionar à criançada ipueirense um ponto de reunião e distração para seus folguedos, construí, em pleno centro urbano, um parque infantil.”
A obra que recebeu o nome de Parque Infantil São José, ocupava o espaço onde hoje se encontra uma agência bancária, e foi durante quase toda década de 60 um lugar de muita animação.
Era cercado e tinha vários balançadores, escorregadores, sobe-e-desce bem como escada-macacos, alegrando a meninada que tinha nos seus períodos de folga um lugar certo para brincar.
Já no final da década de 60, estava em ruínas a cerca não mais existia, dos vários aparelhos para brincar só restavam as armações enferrujadas e o barro-de-louça fazia nascer muito capim.
O lugar passou a ser o ponto preferido para circos e parques que chegavam e partiam até que, finalmente, na primeira metade da década de 70 se inaugurou a agência do BEC (hoje Bradesco). Ficou para os que muito se divertiram nesse primeiro parque municipal a lembrança de uma época em que o progresso parecia chegar lento e ainda se respirava o ar romântico e inocente característico das cidades interioranas da época. *PC*
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha – Fortaleza.
