A Ponte do Idálio – Por Bérgson Frota / Fortaleza

Em 1951, no governo de Raul Barbosa, era concluída a primeira ponte de Ipueiras. Uma ponte fina de uma única mão que começou a ter suas bases postas em 1947.

Vinha sanar o problema de ligação da cidade com o bairro da estação ferroviária e fazer um caminho seguro dos ipueirenses para Fortaleza tanto por linha férrea como por estrada ainda na época carroçal.

Também acabar definitivamente com as travessias de barcaças que eram usadas no período em que o rio estava cheio não só para transportar bagagens como pessoas.

Esta construção resistiu 45 anos quando em 1996 uma forte enchente do rio Jatobá levou parte da obra deixando o bairro da Estação e o caminho que segue para a capital quase 130 km mais distante.

No mesmo ano, precisamente há dez anos começou a construção de uma nova ponte.A obra não demorou a ser concluída. Sendo porém mais larga, mais alta que a anterior, com duas mãos e uma ciclovia bem como passagem para pedestres em ambos os lados.

Foi inaugurada em 23 de maio de 1997.

Conhecida e batizada como Ponte do Idálio, homenageia a figura de um grande farmacêutico que muito fez pela cidade, Idálio Frota de Menezes, falecido em 1993.

A Ponte do Idálio tem três características que a destacam de outra ponte construída na década de 80 em Ipueiras. É a única que tem nome, substitui a primeira e única ponte que existiu durante muito tempo na cidade e finalmente difere da outra por está sobre o rio Jatobá, rio que nasce em Ipueiras, enquanto que a segunda é sobre o rio do Engenho.

A Ponte do Idálio é hoje uma das atrações da cidade não só pelos seus traços arrojados, segurança e beleza, como pela grande utilidade que presta ao comércio e ligação de Ipueiras e outras cidades à Capital. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha – Fortaleza.

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