Não jogarei flores ao mar – Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Jornais, revistas, tele-jornais e programas de televisão são unânimes em falar do tema, e não poderia ser diferente. Além de repassarem antigas simpatias a serem postas em prática na passagem do ano, se alongam em previsões vindas de diferentes entidades.

Das simpatias, tenho uma simpatia especial por pular sete ondas, fazendo sete pedidos, simplesmente por parecer brincadeira de criança.

Num desse programas matinal de televisão em que a apresentadora falava de previsões, simpatias, mais um assunto entrou em pauta, as cores a serem usadas e seus significados.Azul para proteção e tranqüilidade. Rosa para o amor. Amarelo e dourado prosperidade, e por aí vai…

Mas o Rio de Janeiro, cidade Maravilhosa, reduto de beleza, antecipadamente se vestiu de vermelho fatal num colorido dramático de uma madrugada sangrenta.

Tiros e bombas por toda cidade. Delegacias atacadas. Ônibus incendiados. Mortos e feridos alimentando a fome de violência de nossos algozes.

Custo acreditar, eu que sou otimista, que as chuvas e tempestades e a violência sangrenta que agora assolam o país, sejam prenúncio de bonança.

Pensando assim, Iemanjá que me desculpe, mas esse ano, não jogarei flores ao mar, nem pularei sete ondas, pois tenho medo de ser arrastada por esta onda de violência. Vou me contentar em vestir azul e comer a meia noite doze uvas, fazendo um pedido a cada uva comida e mentalizando saúde, paz, amor, união e prosperidade para que o nosso povo tenha um ano melhor. “Que assim seja” *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *