Árvore ferida – Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Quando precisou de sombra,
Minha copa lhe abrigou.
Agarrado ao meu tronco,
Da tempestade escapou.

Comeu da minha fruta.
Cheirou a minha flor,
Mas de posse de um machado
Sem piedade me acertou.

Aos golpes de tal machado,
Indefesa fui ao chão,
Porém ficaram as raízes,
Que por certo brotarão.

Um dia quando seu corpo
Inerte também tombar,
Minha madeira cortada
Seu invólucro então será. *PC*

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *