Valeu Pai – Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Sua passada ligeira,
Por certo não vejo agora.
Sentado numa cadeira,
Me conta velhas estórias.
Me encanto com seu contar.
Me encanta sua memória.

Seu cabelo prateado,
Ilumina a pele morena.
Seus carinhos e carões,
Sempre valeram a pena.
Quando me abraça apertado
Volto a ser sua pequena.

Agradeço ao pai eterno,
Pelo pai que ele me deu.
Pelos momentos felizes ,
Que ele nos concedeu.
Pelo o presente e o passado,
O pai que tenho valeu.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

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