Escritora aborda em poema situação do manancial
A escritora Dalinha Catunda é ipueirense, mas mora há muitos anos no Rio de Janeiro. Como os antigos moradores de lá, ela foi uma das que teve o privilégio de vivenciar as belezas do Jatobá no passado. Quando surgiram às ações de defesa do manancial, seus poemas se tornaram verdadeiros “hinos” das campanhas de revitalização do Rio Jatobá. Os textos falam da exuberância do passado e da urgência do presente. Abaixo, o poema retrata uma mistura do que foi e hoje é o Jatobá.
SOS JATOBÁ
Esta é uma lenda antiga
Que corre no meu lugar
Gira de boca em boca
Mas vale a pena lembrar
Quem nasce em Ipueiras
E bebe do Jatobá
Pode dar voltas no mundo
Mas sempre retornará ….
Mas sempre retornará ….
Tomar banho lá na volta.
Tudo isso é sonho distante
E eu peço à população
Não deixe que o Jatobá
Seja apenas recordação
Não matem nosso rio
Com tanta poluição
Não privem nossos filhos
De viver a mesma emoção *PC*
Texto publicado originalmente no caderno Regional do jornal Diário do Nordeste de Fortaleza
Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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