Na escola, nos iniciávamos na escrita. Isso, pelas vias pacientes e atentas da literal “caligrafia” (a buscar sinais gráficos, corretos e belos), em cadernos onde começávamos a “cobrir” as letras, buscando-lhes feições claras e estéticas. Tudo isso, sob a diligente observação e ajuda de Isa Catunda, professora minha, hoje ainda lúcida em Ipueiras, onde faz pouco tive a felicidade de, num gesto de agradecimento, abraçá-la. Entre os livros didáticos, um deles nos chamava a atenção: o “manuscrito”, onde textos escritos a mão se sucediam a partir dos mais legíveis até os quase incompreensíveis “garranchos”, nas últimas páginas do livro, que, sob a espreita da palmatória, na escola de Dona Ester (mãe do escritor Gerardo Melo Mourão), na mesma cidade, tínhamos de decifrar. *PC*
Texto extraído de “A leitura emburrece?“, divulgado no Grupo Ethos Paidéia.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
LUTO
(008)