Todos em busca do sucesso! Esse é o lema de quem participa do “Big Brother Brasil”. Cada participante atua, contracena, seduz e principalmente joga. Aliás, motivo maior que os leva a expor suas vidas. O programa revela hábitos, defeitos, virtudes e, por que não falar, amor. A interação dos enamorados é patente diante das câmaras, não havendo distinção de cor, religião e opção sexual. Participantes de programas como este têm na maioria das vezes uma participação medíocre, expondo-se ao ridículo, tirando a roupa, coisa que a mulherada só sabe fazer, enquanto que os homens desfrutam de um machismo presente, ociosos, contando e esbanjando vantagens. Os diálogos são vazios e, em termos de conteúdo, contrastam uma estrutura existente em programas que enfatizam política, educação, religião, entretenimento através da música, teatro etc. Porém, o “Big Brother Brasil” é só mais um dos enlatados que a TV brasileira joga para o telespectador, invadindo lares, lanchonetes, restaurantes, hotéis… sem o mínimo respeito. O reality show, através da sua forma, tem aspectos positivos: cria-se um cenário jamais imaginado em outros anos através da TV; verifica-se que há pessoas propensas a participar ativamente do programa – mesmo que seja do outro lado da telinha. Com a inovação tecnológica a TV passou a ser um canal curto, podendo o telespectador mudar o desfecho de uma novela e até mesmo contribuir para a elucidação de casos nos programas policiais.
Até mais! *PC*
(003 – Publicado originalmente em 12/03/05 – Fase Blogger Brasil)