
Imagem: Victoria Ellis | Axios
A parcela de famílias endividadas em julho atingiu 82% — o maior número da série histórica que começou em 2010. O resultado representa um aumento de 3,5pp em relação a jul/25 e foi o sexto recorde atingido em 12 meses.
Entre os principais tipos de dívida estão cartão de crédito, financiamentos, empréstimos pessoais, cheque especial e carnês de lojas.
A fatia da renda mensal comprometida também apresentou um aumento mês a mês. Agora, 29,5% do salário das casas brasileiras é destinado para o pagamento de dívidas.
O ponto de atenção fica no número de famílias que têm mais da metade da renda comprometida. Atualmente, cerca de 1 em cada 5 se encontra nessa situação.
Por outro lado… A proporção dos lares inadimplentes caiu de 30% em jul/25 para 29,8% neste ano. Os pesquisadores atribuem essa leve melhora ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do governo.
Olhando a faixa social
O endividamento aparece de formas diferentes. As famílias que recebem até três salários mínimos foram as únicas que apresentaram crescimento da inadimplência — quando a pessoa está com as dívidas em atraso.
Ao mesmo tempo, o percentual de endividados desse grupo chegou a 84,9% em julho, o maior nível entre os apresentados. A análise é que a renda instável e a facilidade de acesso a crédito aumentam o risco de problemas financeiros.
Fonte: The News
Primeira Coluna