Brasil divulga dados sobre analfabetos

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025. Essa é a primeira vez que o número fica abaixo de 5%, mas o país ainda tem 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que são analfabetas.

Para o IBGE, são consideradas analfabetas as pessoas que não conseguem ler e escrever um bilhete simples no idioma que conhecem.

Por que isso importa? Apesar de ter atingido a mínima histórica, o Brasil descumpriu a meta do Plano Nacional de Educação, que previa erradicar o analfabetismo até o fim de 2024.

O Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos (57,4% do total). Para se ter uma ideia, esse número equivale a mais do que toda a população do Amazonas.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, o analfabetismo é de 13,8% — bem acima da média nacional. Esse grupo soma 4,8 milhões de pessoas, o que representa 58% de todos os analfabetos do país.

A desigualdade diminuiu, mas continua existindo. Entre idosos, a taxa de analfabetismo de pessoas pretas ou pardas é quase três vezes maior que a de pessoas brancas. Comparando, entre adultos 25-60 anos, 65% dos brancos completaram a educação básica, enquanto esse número cai para 51% entre pretos e pardos (-13,6pp).

Do outro lado do dado…

O nível de instrução geral avançou. A parcela de adultos com ensino básico completo subiu de 46% (2016) para 57% (2025), e a média de anos de estudo passou de 9,1 para 10,2 anos. Já a proporção de brasileiros com ensino superior completo cresceu de 15% para 21% no mesmo período.

Fonte: The News

Primeira Coluna

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