Movimento é vida: atividade física é essencial para preservar mobilidade e independência na terceira idade

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 28% das pessoas acima dos 60 anos sofrem quedas todos os anos. O treinador físico Rafael Akira explica como o fortalecimento e a mobilidade ajudam a reduzir esse risco e a garantir mais qualidade de vida.

O envelhecimento traz mudanças naturais no corpo, como a perda de massa muscular, equilíbrio e flexibilidade. Esses fatores impactam diretamente a mobilidade e a autonomia dos idosos, aspectos fundamentais para manter uma rotina ativa e segura. A boa notícia é que o movimento pode ser o principal aliado nesse processo.

De acordo com o treinador físico Rafael Akira, atividades que combinam mobilidade e fortalecimento são as mais indicadas para prevenir limitações motoras. “Atividades como yoga, pilates e até mesmo musculação ajudam muito nessa parte e são seguras. Elas trabalham respiração, fortalecimento e toda a estrutura corporal”, explica.

Akira ressalta que os exercícios que envolvem equilíbrio e coordenação motora são essenciais para reduzir o risco de quedas, mas precisam estar acompanhados de um trabalho de força. “Sem musculatura, o corpo não consegue sustentar o equilíbrio e a coordenação a longo prazo. O fortalecimento é o que dá base para o corpo se manter firme e estável”, afirma.

Muitos idosos, no entanto, têm receio de se movimentar por medo de se machucar. Para o especialista, o segredo está na progressão gradual dos movimentos e na criação de um ambiente seguro. “É importante começar com exercícios simples e fáceis, mostrando que o corpo é capaz. Com o tempo, a dificuldade pode aumentar. Além disso, o ambiente deve ser amplo, silencioso e sem obstáculos, para garantir segurança e concentração”, orienta.

Outro ponto destacado por Akira é o equilíbrio entre alongamento e mobilidade. Embora pareçam práticas semelhantes, elas se complementam. “A mobilidade potencializa o alongamento. É possível fazer os dois juntos dentro do treino, alternando entre um e outro para melhorar o desempenho e a autonomia no dia a dia”, explica.

O treinador também alerta para erros comuns na hora de orientar idosos. “O grande erro é propor movimentos ou cargas acima da capacidade do aluno. É essencial respeitar o tempo e o nível de cada pessoa, sempre com uma avaliação adequada e acompanhamento profissional”, afirma.

A recomendação, segundo Akira, é clara: envelhecer com saúde exige movimento, mas também cuidado, paciência e constância. Com o treino certo e um ambiente adequado, é possível conquistar mais equilíbrio, força e confiança e, acima de tudo, preservar a independência e a qualidade de vida na terceira idade.

Primeira Coluna

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