
Nos últimos anos, o movimento LGBTQIA+ vinha conquistando visibilidade e voz em muitos países pelo mundo, incluindo o Brasil. Virou pauta nas empresas, nas escolas e até em algumas religiões.
Acontece que um recente debate vem rachando o elenco dessa comunidade. Parte da ala mais conservadora do grupo sente que nos últimos anos o que era para ser um movimento de aceitação se tornou uma verdadeira bagunça de denominações.
Na prática, lésbicas, gays e bissexuais estão querendo se desvincular da turma TQIA+, deixando de lado as questões de identidade de gênero e dando foco apenas em pautas ligadas à orientação sexual.
| Qual o embate aqui? |
| Os LGBs defendem que o “gênero” deve seguir o sexo de nascimento, logo, a pessoa escolhe apenas a sua orientação sexual, mas não se é feminino ou masculino. O grupo também se opõe à transição de gênero em menores de idade; O ponto é que esse pensamento contraria o entendimento da comunidade TQIA+, que vê o gênero como uma ESCOLHA, ou seja, uma identidade pessoal, independente do corpo biológico. |
E é aqui que entram aquelas questões de menino e menina nas escolas, pronome neutro etc.
Organizações como a de Direitos LGBTI+ afirmam que dividir o movimento só enfraquece a luta por diversidade — e que a Aliança LGB é transfóbica e ligada à extrema-direita.
Um estudo de 2023 que analisou 30 países indicou que o Brasil tinha 12% da sua população se declarando como lésbica, gay ou bissexual em 2023.
Para fins de comparação, os EUA teriam 8%, México 7%, França, Argentina também 7% e Espanha 11%.
Vamos ver no que vai dar…
Fonte: The News
Foto: Getty Images
Primeira Coluna