Bolsonaristas criticam PF e acusam Moraes de agir após fala de Trump; lideranças no Ceará reagem

Figuras do Partido Liberal (PL) reagiram ao cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta sexta-feira (18).

O ex-chefe do Palácio do Planalto também terá que seguir medidas cautelares, como a utilização de tornozeleira eletrônica. O liberal enfrenta um processo por acusação de liderar uma trama golpista e é foco de outras investigações conduzidas pela PF.

Ainda nesta manhã, em seu perfil no X, o presidente do PL Ceará, o deputado estadual Carmelo Neto (PL), chamou o magistrado de “ditador” e mencionou algumas das medidas impostas ao ex-presidente. “Não há crime, não há condenação, não há prova. Apenas perseguição política escancarada”, disse o político cearense, que desejou “força” ao correligionário.

O deputado federal André Fernandes (PL), que deve assumir o partido no Ceará ainda este ano, publicou um vídeo em que chama a Suprema Corte brasileira de “câncer” e afirmou que Bolsonaro está sendo alvo de uma perseguição. “Nós estamos vivendo um regime no Brasil, uma ditadura no Brasil, perseguição política contra Jair Bolsonaro”, falou o parlamentar. 

O vereador de Fortaleza, Julierme Sena (PL), também se manifestou na rede social. Ele utilizou a função stories para repostar uma notícia da operação contra o ex-gestor e escreveu que se tratava de uma “perseguição implacável”.

Repercussão nacional

O líder do partido na Câmara dos Deputados, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), disse em um post no X que “colocaram tornozeleira eletrônica em Bolsonaro, mas não crime, não há condenação, não há prova”. “Só há um delito: enfrentar o sistema”, escreveu. Para ele, seria “uma tentativa desesperada de calar quem representa milhões”.

Outro que criticou foi o senador Jorge Seif (PL). De acordo com o congressista, a ação foi “motivada por uma ação do PT, sob relatoria de Alexandre de Moraes, com parecer favorável da PGR, e visa proibi-lo de usar redes sociais, acessar embaixadas, usar tornozeleira e outros absurdos”.

Seif ainda mencionou o presidente dos Estados Unidos, que estabeleceu medidas tarifárias aos produtos brasileiros e saiu em defesa de Bolsonaro. “Quando Trump afirma que o Regime instalado no BR persegue Bolsonaro, não exagera”, finalizou.

No X, a deputada federal Caroline de Toni (PL) classificou a ação da PF como “inacreditável” e relacionou a medida com o “tarifaço” dos Estados Unidos. “Após Trump ser claro quanto as causas das sanções aplicadas ao Brasil, a perseguição fica ainda mais implacável contra Bolsonaro e sua família”, declarou.

Pronunciamentos da oposição e da defesa

A oposição ao Governo Lula na Câmara dos Deputados publicou uma nota em que alegou manifestar “sua mais veemente preocupação e repúdio diante da operação deflagrada nesta sexta-feira (18)”. 

De acordo com o bloco, a decisão do STF ocorreu, “justamente durante o recesso parlamentar, quando os representantes do povo estão ausentes de Brasília e sem meios de reação institucional imediata”.

O texto segue o mesmo tom utilizado pelos membros do PL. “O Brasil ultrapassou mais um limite perigoso. Trata-se de um episódio grave de abuso de poder, marcado pela instrumentalização das instituições para fins de perseguição política”, completou, acusando um “regime de exceção”.

Nesta sexta-feira, a defesa de Jair Bolsonaro  afirmou ter recebido as informações sobre a ação com “surpresa e indignação”. Uma nota oficial dos advogados foi encaminhada à imprensa ainda durante esta manhã.

“A defesa do ex-Presidente Jair Bolsonaro recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”, disse o pronunciamento. 

Fonte: Diário do Nordeste
Foto: Thiago Gadelha

Primeira Coluna

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