Desculpas, as de sempre: recursos minguantes, regime de colaboração (União, Estado e Município) em atropelo, a esconder incompetências. No mais, o clima geral em nossa política: papos, palanques, promessas adiadas para “o próximo mandato”. Tudo, num estranho e maligno autismo, cada um a se agarrar a seus pedaços e ganhos.
Cidadão, retorno aos bancos de faculdade, quando me premiam os sonhos socialistas, de um lado, e os pessoais dramas existenciais, de outro. Nisso, cai-me às mãos o livro Meu encontro com Marx e Freud, de Eric Fromm. E, em sala de sala, a voz do escritor Moreira Campos em refrão: “Drama social algum é maior que minha dor de dente” (Fitzgerald).
Hoje, violência torna-se dor-de-dente maior a nos roubar o chão em que se assentam os “direitos fundamentais do homem”. Assim, há que ser discutida para além da ótica policial. Ensaio disso tivemos, nas últimas eleições em Fortaleza, quando “amor e temor” foram a campo, feitos “mocinho e bandido”. Fim de jogo, abraços sob a bandeira do “quem ama protege”.
Voltar à questão impõe-se. Mesmo sem eleição. Não possível, simulem-se “pré-candidatos”. Moroni e Delegado Cavalcante, ícones ainda do imaginário do povo?
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
humana e a responsabilidade social),
eis o nosso porto.
A “paidéia”, com este horizonte,
é a caminhada educacional – escolar e social –
a nos fazer cidadãos, profissionais e pessoas,
em construção permanente.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
(035)