Santo da minha devoção.
Não se esqueça de mandar,
chuva pro meu sertão.
Aqui o povo é sofrido,
carece de proteção.
Olho pro gado no pasto,
tão magro, tão desnutrido…
Parece que lambe pedra,
o verde foi destruido.
só se vê nessas paragens,
galhos secos retorcidos.
A vontade de trabalhar é grande.
A fé em Deus não é menor.
A gente só quer do senhor,
uma ajudinha maior,
pois o nordestino é forte,
não economiza suor.
Dá uma tristeza danada,
ver nosso açude secar.
Primeiro vira lama,
depois se dana a rachar.
Os peixes vão se sumindo,
e os urubus a rondar.
É a miséria chegando.
É a chuva sem chegar.
É a oração e o pranto,
e o pobre sempre a rogar:
_ Glorioso são José,
venha nos ajudar.
Dalinha Aragão é natural de Ipueiras, Ceará.
*PC*
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