
No próximo dia 23 de outubro, o povo decidirá se concorda com a proibição do comércio de armas de fogo e munição em todo o território nacional, como prevê o Estatuto do Desarmamento.
A venda de armas de fogo deve ser proibida no país? Essa seria a pergunta a ser feita no referendo sobre armas. A outra: desarmar contra quem?
No meio de toda a roubalheira em que vive o país, parece que definitivamente resolveram montar o circo. Entra em cena o plebiscito sobre o desarmamento.
Em um país onde os grandes bandidos estão no Governo e no Congresso, esses mesmos políticos que se arvoram como combatentes do crime querem desarmar a população.
O custo do referendo será de R$ 700 milhões, além dos gastos com propaganda.
O Estado e sua polícia são os maiores geradores de violência. A repressão aos movimentos sociais e os homicídios por parte de policiais civis e militares vêm crescendo.
Até agora não se sabe a razão de se gastar tanto num referendo, quando o povo precisa desse dinheiro para benefício da vida.
Seria ingenuidade acreditar que o “sim” à deposição de armas renderá benefícios imediatos. Vai-se mexer numa questão cultural. Este é um país que, no campo e na cidade, preserva grotões de subdesenvolvimento, onde o revólver na cintura ainda é tido como sinal de macheza. Vai se sondar a opinião de uma população amedrontada com a violência urbana e descrente de sua polícia.
Você decide. Sim ou não? *PC*
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