O Craque Romaldo – Por Bérgson Frota / Fortaleza

Quando Romaldo nasceu jamais poderia imaginar que seria um grande jogador de futebol. Mas seu nome já lhe marcava uma carreira de glórias neste esporte.
Foi seu pai, que para homenagear os jogadores Romário e o também campeão Ronaldo, quem inventou o nome.Só depois de explicado, o padre concordou em batizar.Desde cedo, Romaldo mostrou-se muito íntimo da bola.
Sabia dar várias embaixadinhas por horas sem se cansar.
Gol de placa era fácil e de bicicleta nem contava mais, pois já havia perdido as contas. Os únicos que ainda contava eram os gols olímpicos.Durante seu tempo de folga, pois trabalhava na padaria com o pai, Romaldo via e revia em filmes os gols de Pelé, Garrincha, Jairzinho, Zico, Sócrates, Falcão, Romário, Ronaldo e Ronaldinho. Procurando sempre imitar e fazer melhor, se conseguisse.Não demorou ser descoberto e foi convidado para jogar numa escolinha de um grande time.Com seus dribles e gols de placa, gols de bicicleta e até de cobrança de faltas, o garoto foi crescendo dentro da escolinha e veio então o esperado convite para o time principal.Seu talento só cresceu, e o “menino fenômeno” como era conhecido na escolinha passou a ser o grande ídolo de seu time.
Quando saiu a lista para a seleção, Romaldo estava entre os convocados.
Era mais uma etapa vencida.Na Copa, só dava Romaldo, e o povo delirava quando o garoto recebia a bola driblava um, dois, três e com força chutava para o gol.Assim foi em cada jogo até a grande final quando foi campeão, ele e a sua seleção.Mais uma estrela na camisa canarinho.Depois desta Copa ninguém mais desconhecia o “menino fenômeno”.
Romaldo virou uma lenda no futebol, e além de divulgar e afamar mundo afora o futebol brasileiro, confirmou o velho ditado de que todo sonhador que luta sem desistir encontra sempre no caminho a porta que o leva à concretização do que busca. *PC*

Texto publicado originalmente no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha – Fortaleza.

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