Pregam, aos quatros cantos, que a mulher foi feita da costela de Adão. Não sei se para diminuí-la ou ridicularizá-la, o que dá no mesmo. Corre, por aí, uma versão jocosa de que a mulher, na realidade, foi feita do rabo do cachorro.
Dizem que Deus, de posse da costela de Adão, elaborava seu trabalho. Tão entretido estava em sua missão que nem notou a aproximação de um cachorro que, velozmente, arrancou de suas mãos a costela manuseada.
Sem perda de tempo, o todo poderoso correu atrás do cachorro chegando a pegá-lo, mas o mesmo já havia comido o que seria a matéria-prima na elaboração da mulher. Para não voltar de mãos abanando, cortou o rabo do cachorro e, com seu infinito poder, deu continuidade ao se trabalho, criando assim esse ser de importância suprema, a mulher.
Há quem diga que nada disso procede. Que, na verdade, Deus fez Duas criaturas de barro e botou-as ao sol para secar. Depois de alguns dias, voltou ao local para verificar sua obra… Qual não foi sua surpresa! Uma brotou e a outra rachou. E assim foi definido o sexo: o feminino e o masculino. Era tudo tão perfeito que Deus, maravilhado com um sopro divino, deu vida àquelas duas imagens.
De qual matéria fomos feitas exatamente, não importa. O importante é que a formula deu certo. Se não somos uma pequena fração do homem, muito menos seríamos o rabo de um cachorro. Acredito sinceramente que somos resultado das mãos de Deus e do sopro divino. *PC*
Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
