Meu Baio – Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Ele olhou nos meus olhos.
Nos olhos dele olhei.
Que era xucro eu sabia.
Não tive medo, montei.
Dos seus movimentos bruscos,
o ritmo acompanhei.
Encantava-me a impetuosidade.
Não caí, nem escorreguei.
Bem mais do que oito segundos,
em cima do bruto fiquei.
Hoje não pode me ver,
que já relincha pra mim,
pois sabe que no meu pasto,
é dele o melhor capim.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

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