Apelo final que, nordestinos, acertemos o passo com o agora: as águas transpostas do São Francisco, mais que para nos matar a sede, sejam caminho integrado à Transnordestina a às vias marítimas e fluviais a desaguar no porto da inclusão social. E a constatação: nunca tantos os cearenses com influência no cenário nacional. Mas sem forças, perdidos em solidões. Daí, o proposto concerto (com c e com s) de cantos e contracantos em plural harmonia.
Nos debates, empresários se dispõem a solidarizar hegemonias em cacos. Acadêmicos abrem-se chamando todos a discutir o mar, em reunião da SBPC, em Fortaleza. Temores: “Interesses eleitoreiros poderão dispersar-nos”.
Abraços finais. Sérgio segreda-me já positivos encontros com lideranças políticas. O presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC) garante-nos a entidade fórum aberto para as grandes questões comuns. Empresário agrícola: “Profético, o Conselheiro – o sertão vai virar mar, e o mar virar sertão!” E, na saída, alguém observa: “É bom algo assim acontecer. Do contrário, esta morna calma aparente será atropelada por inesperados maremotos. Não foi disso sinal, o segundo turno das eleições em Fortaleza, com Luizianne e Moroni?”
Texto publicado originalmente no jornal O Povo 02/02/2005, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).