Há pouco, o CIC (Centro Industrial do Ceará), ao qual se integravam, nos anos 80, os então jovens empresários, celebrou seus 90 anos. E, Robinson Passos de Castro e Silva presidente, lançou-nos o Observatório da Educação, a envolver todos os agentes de tal processo, em ampla reflexão, aos educadores.
O lançamento de tal programa contou com as principais lideranças de nossa sociedade, os debates intermediados por Cláudio de Moura Castro, na Fiec.
O Ceará, assim, integra o rol das 14 cidades brasileiras onde o Observatório Social se ensaia. É a tentativa de reatar-nos o fluxo das cheias a sepultar cacimbas e leito seco dos rios, numa cíclica (re)união pelo Ceará, dos tempos de Virgílio Távora, do Pró-Mudanças de Tasso Jereissati e os de agora.
Anos atrás, entre intelectuais e lideranças produtivas, havíamos superado o tempo das “indústrias de chaminés”. E, sensível a isso é que Jorge Parente dera assento na Fiec aos de educação. Presidente do Conselho de Educação do Ceará, dou testemunho de Wânia Dummar a coordenar programa de responsabilidade social a nossas instituições de educação superior. Um ensaio, sem dúvida, simbólico, intróito porém dos novos tempos. Tempos previstos por Celso Furtado: “O que caracteriza o desenvolvimento é o projeto social subjacente.
O crescimento econômico, tal qual o conhecemos, funda-se na preservação dos privilégios das elites, que satisfazem seu afã de modernização. Quando o projeto social dá prioridade à efetiva melhoria das condições de vida da maioria da população, o crescimento se metamorfoseia em desenvolvimento”.
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).