Tais desafios envolvem os amplos atores da educação (escola, família, sociedade). E nossas forças produtivas, sob a liderança do Centro Industrial do Ceará (CIC), lança-nos a par com 14 cidades brasileiras, o “Observatório de Educação”, a nos transpor o arcaicoo das “indústrias de chaminés” rumo ao moderno das “indústrias culturais” para toda a federação (União, estados e municípios) no clima de responsabilidade social e ecológico.
Nessa linha, recebo, de Ariosto Holanda, discurso a propor, no combate às desigualdades regionais no País, “revolução educacional, científica e tecnológica, hoje com 1.200 CVTs (Centros Vocacionais Tecnológicos)”. Tudo, à luz da lição que, de Dom Aureliano Mattos, colheu: “sem uma arte e um ofício, não se é filho de Deus”.
Do Senador Cristovam Buarque, acompanho a luta sem tréguas pela educação em artigos, discursos, pronunciamentos. E de Sérgio Machado, presidente da Transpetro, leio loas ao Programa de Aceleramento de Lula, com 25% de investimentos ao Nordeste – “o dobro da fatia do PIB”, possível rede de fornecedores. Mas evitando-se “enfrentar situação de catástrofe: indústrias isoladas a importar matéria-prima do Sul-sudeste”…
Abro a Carta Magna e a LDB. Saltam-me os três horizontes prescritos para a educação: o cidadão (ser social), o profissional (o construtor da vida pelo trabalho) e a pessoa (o ser transcendente). E a martelar-me, os versos de Gonzagão e Zé Dantas: “… uma esmola a um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).