Minha vidinha mais ou menos – Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Lendo o blog de Taís Luso de Carvalho, Porto das Crônicas, um de meus preferidos, deparei-me com seu interessante relato sobre a vida e resolvi esticar o comentário que fiz sobre a crônica: “Nem tudo são flores”, e postá-lo aqui.

Lembrei-me de uma velha frase de minha mãe: “Vida boa é a dos outros.” Ela sempre repetia isso quando alguém se queixava da vida.

Baseados nas aparências e num olhar imaginativo criamos verdadeiras expectativas sobre vidas que não vivemos, mas na realidade, assim como as estações do ano tudo se alterna na vida do ser humano.

Não tenho dúvidas que os jardins, as sacadas que tanto nos encantam, deixam a mostra, em sua grande maioria, o seu lado mais encantador. Pois sabemos que, por mais bela que seja uma roseira ela jamais deixará de ter os seus espinhos.

Assim é a vida, cheia de tristezas e alegrias, glorias e derrotas e é justamente esta alternância que deixa a vida interessante. Que nos faz lutar, que nos deixa fortes.

Não existe felicidade plena, até Adão e Eva, trataram logo de pecar e botar o pé na estrada porque não suportariam o enfado da mesmice.

Também não tenho dúvidas que “vida boa é a dos outros”. Principalmente as que nos chegam apenas superficialmente.

É por isso que adooooro essa minha vidinha mais ou menos. E você?

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

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