Isso, em escola de crianças, adolescentes e jovens da classe C. E em Messejana (“lagoa abandonada”, em tupi), onde 45 mil habitantes se dispersam, em meio ao centro de poder (Cambeba), lagoas, parques, Casa de José de Alencar, hospital de referência nacional ali plantado, shoppings, forte comércio, igrejas, centro e feira artesanal,sob laços de riqueza, pobreza e babel… No Seráfico, balbucios a ensaiar mãos dadas: políticos, empresários, ecologistas, educadores, populares. A escola a engatinhar rumo à cidadania nas ruas, as ruas a emprestar vida social à escola.
A Revista dos Municípios pede-me artigo sobre laços mais fortes entre educação e responsabilidade social. Nele, falo de passos engatinhantes e simbólicos ensaiados, na Fiec, por Wânia e Demócrito Dummar, onde “indústrias sem chaminés” da educação superior tiveram, já nos anos 80, assento simbólico. Celeste Cordeiro, na Fundação Demócrito Rocha, abre-se, solidária a passos de avanço maior, convictos, todos nós, de que, sem o porto do cidadão, do profissional e da pessoa, morreremos na praia.
Daí, nosso aval ao apelo, nas pegadas de São Francisco de Assis, ora lançado pelo capuchinho Frei Francisco Paulo Pereira da Silva. O Ceará e o País, agradecidos, nos farão justiça. Aqui, o sol libertário, pelas vias da educação, sempre tem nascido mais cedo!
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
