Num revide a conter essa onda, o presidente Lula enviou ao Congresso projeto de lei que caracteriza como hediondos os crimes de corrupção passiva, ativa, peculato e a concussão (exigência por funcionário de vantagens para si).A corrupção não se restringe aos políticos. Em corrente, ela se estende pela sociedade, envolvendo empresários e setores outros no “toma-lá-dá-cá“.
Nesse contexto, a educação tem papel importante. É que o País, as regiões e o Ceará (este a anunciar milhares deles por vir) terão de ampliar empregos, que exigirão qualificação. Emprego hoje deixa de ser mera mão-de-obra, lastreado por “capital humano“ e preparado pela educação. Sem ele, teríamos de importá-lo de fora, alimentando os desempregados com programas como o bolsa-família.
Este, agora, terá de voltar ao inicial bolsa-escola – o trabalho a trilhar, para os capazes, o bíblico preceito do “comerás o pão com o suor do teu rosto“ e do “sem uma arte e um ofício não se é filho de Deus“, lição que dom Aureliano Mattos legou a Ariosto Holanda em criança e hoje pai dos Centecs.
Hoje, com o aquecimento global, os países tentam dar-se mãos, cabeças, coração e capital para salvar o Planeta, dirigindo ciência e tecnologia para esse propósito. Remover o crime hediondo da corrupção e investir na educação como capital humano é o caminho, que esperamos!
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
