A obra me despertou, num flashback, reunião em que, no CEC, discutimos a educação religiosa em nossas escolas públicas, com as diversas confissões. Foi quando nos surpreendeu o então reitor da Uece, professor Manassés Fonteles, a nos relatar, ali no hall do próprio CEC, o ataque às torres gêmeas, visto na televisão.
Em casa, dou com jovem advogada, amiga de meus filhos, que já havia telefonado para o namorado, que, surpreso, concluiu pela necessidade de mesa em que se sentassem Jeová, Cristo e Alá, motivando artigo por mim escrito (O POVO, em 3/10/2001), falando de ceia em que seriam revistos os equívocos históricos nossos, sepultando-se cruzadas e guerras santas, em favor do combate à indigência e a pobreza no mundo.
O papa Bento XVI advoga relação mais estreita entre o ser humano e o meio ambiente: “se o homem se degrada, degrada-se o ambiente em que vive (,,,) Daí o espaço a todos, inclusos agnósticos e ateus”. O Papa recorda o pátio dos gentios, que se encontrava no Templo de Jerusalém, onde estes podiam rezar ao Deus desconhecido”
Para ele, “os que veem a religião como algo estranho (…) não gostariam de permanecer sem Deus, mas dele se aproximar ao menos como desconhecido”. Vivemos os tempos de aquecimento global, em todo o planeta. De reunirmos, tais como recentemente em Copenhague, os países do mundo. Tempos, por outro lado, do cumprimento da “terceira profecia” da Virgem de Fátima, não expressa no livro de padre Amorim…
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).