Palestra à mão, alguns tópicos rápidos a me chamar a atenção: “Um dos motivos da criação da Sudene foi dotar a região de um instrumento que lhe permitisse participar eficazmente dos centros formuladores da política econômica e financeira do País. Essa, a razão por que o seu superintendente era membro de pleno direito, em meu tempo, daquilo que hoje se chama o Conselho Monetário Nacional”.
Sobre as secas: “Nada é mais importante para o desenvolvimento do Nordeste do que o aumento da resistência da região aos efeitos das secas (…), parte da realidade nordestina, como as neves perenes são parte do mundo dos esquimós”.
Sobre o desenvolvimento: “O que caracteriza o desenvolvimento é o projeto social subjacente. Quando o projeto social dá prioridade dá efetiva melhoria das condições de vida da maioria da população, o crescimento se metamorfoseia em desenvolvimento”.
Da conclusão da palestra, pinçamos: “À Sudene deveriam ser restituídas suas prerrogativas originais de órgão que assessora o Presidente da República e o Congresso Nacional no mais alto nível” (…) deixaremos de ser vistos com complacência e (…) cumprir nossa missão na obra histórica de reconstrução que temos pela frente.
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).