Assessor de planejamento de Paulo Elpídio, abro o Volume 3 da Coleção “Documentos Universitários”, por mim coordenada: “Seminário Geral – uma tentativa de administração solidária”, estratégia que resgatava, dos tempos de Martins Filho, o diálogo entre o dentro e o fora da instituição. E, lá, a proposta da abertura de “canais em dupla mão com os setores sociais”, o que redundaria na criação da Rádio Universitária (FM), com tal vocação.
Abro e folheio, em suas 301 páginas, o livro “Para onde vai a universidade brasileira?”, das Edições UFC, apresentado pelo então reitor Paulo Elpídio. Nele, figuro a compor a comissão organizadora. E, no final, ao lado de Sofia Lerche, com leitura sobre o evento, a ressaltar a necessidade de a vida acadêmica trilhar duas vertentes no jogo dialético: entre a corporação acadêmica e seu entorno (a vida social). Ou em meus termos: o olhar em frente (dimensão prospectiva) e dos valores a se perseguir (dimensão teleológica).
Razões a Roseana Medeiros. Que governo, academia e iniciativa privada se voltem para o bem-estar social. Vamos discutir a sério essa questão? Sim, é todo o nosso entorno social hoje a exigir tal postura de nossas “indústrias sem chaminés” – isto é, toda a rede de instituições (privadas e públicas) de nosso ensino superior.
Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).