— Olá Seu Gonçalo! Tudo Bem?
— Ó nobre acadêmica que bons ventos lhe trazem?
—Liguei para saber do senhor e das novidades da Academia.
—Bom, tenho duas notícias, uma é que o projeto de termos um espaço na feira de São Cristovão saiu, já assinei até os papéis.
— E a outra Seu Gonçalo?
—É que infelizmente precipitei-me ao solo!!!!!
—Precipitou-se ao solo?!…
—Exatamente!
—Mas como?
— Sai da feira tão exultante que esqueci-me de minha deficiência visual, que não me permite uma ampla visão de espaço. Assim sendo, ao tropeçar inadvertidamente numa protuberância acabei por precipitar-me ao solo. Mas diante do acontecido pessoas solícitas socorreram-me. O que agastou-me foi que já erguido e refeito, vejo um ébrio ao lado perguntando-me:
— O senhor não perdeu uma ferradura? Foi aí que me dei conta que em um de meus pés faltava o sapato.
—Que horror seu Gonçalo!…
—Agora eu vou dizer uma coisa para o senhor: – eu, quando levo uma queda, taco mesmo é o rabo no chão! Me lasco toda! E ainda por cima chingo o maior palavrão e dou o dedo para quem estiver rindo da minha cara, e o senhor me cai com essa elegância toda? Diabo é isso Seu Gonçalo?
Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará