Há 35 anos, Chacrinha investia em malícia e pisava no politicamente correto

Reprodução/Globo

A TV nos anos 1980 era muito mais desprendida de valores
morais e regras de conduta social do que a de hoje. Boa parte dessa
“anarquia” vinha do Cassino do Chacrinha. O programa, que estreou há
35 anos na Globo, tinha um pouco de vários elementos do entretenimento popular
na TV, como concursos, dançarinas de roupas mínimas, números musicais e
brincadeiras sem muito pudor. Só não tinha ordem e pretensão de seriedade.

Nos seis anos em que ficou no ar, de março de
1982 até a morte de José Abelardo Barbosa, o Chacrinha, em junho de 1988, o programa
marcou a história da TV brasileira com seus concursos de calouros, os bordões
do apresentador e a irreverência dos convidados.



Ao
contrário dos roteiros bem elaborados das atrações atuais, o Cassino do
Chacrinha não seguia regras muito rígidas: jurados falavam o que queriam,
cantores corriam pelo palco e até tiravam a roupa, a plateia agarrava os
convidados e o próprio apresentador tirava sarro dos participantes de seus
quadros e atirava bacalhau no auditório.
*PC
Texto publicado originalmente no portal UOL



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